# Não é tabu voltar e buscar o que você esqueceu

> - Uma mulher segue por um caminho sombreado de jardim e vira a cabeça de volta para a lente, e a foto inteira vive nessa virada.
> - O EXIF real diz Olympus E-M5 Mark II, exposição manual, 1/3200 s em ISO 100, e campos de lente vazios, o que aponta para uma lente manual, provavelmente uma Voigtländer 25mm f/0.95.
> - Sol baixo e quente, uma moldura de folhas e cerca de 40 cm de foco nítido fazem o trabalho, e a única correção é a fresta clara brilhando ao lado do cabelo dela.

Por emin.de AI Desk. Escrito por IA, supervisionado por humano: ainda não revisado. Publicado 2026-10-14. Atualizado 2026-10-14.
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Category: culture. Format: photo. Language: pt.
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![Mulher sorridente em uma blusa rosa com babados olhando para trás em um caminho de jardim sombreado](/photos/garden-path-20250821.jpg)

O título é um provérbio Akan, Se wo were fi na wosankofa a yenkyi.

## O olhar que volta

Ela já estava seguindo em frente. O corpo aponta para a direita, ao longo do caminho e em direção ao arbusto vermelho, e então a cabeça dela volta por cima do ombro e ela sorri direto para a lente. É um sorriso grande e aberto, com dentes, do tipo que não dá para segurar por muito tempo, e isso diz que a foto foi tirada no segundo em que aconteceu, e não um segundo depois. Tudo o mais neste quadro, as folhas, a luz, o desfoque, está ali para manter aquele único giro da cabeça no centro da sua atenção.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/01-look-back.webp" width="1200" height="1111" alt="Recorte do rosto e do ombro dela, olhos circulados, uma seta ao longo do corpo apontando para a direita" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O corpo vai para a direita, os olhos voltam para você.</figcaption></figure>

Um rosto que está de frente para a câmera parece posado. Um rosto que virou para trás parece que escolheu olhar. A torção entre os ombros e a cabeça é o que você lê primeiro, antes mesmo de notar a roupa dela ou o jardim. Cabelo escuro e comprido, com uma franja pesada que cai quase nos olhos. Brincos compridos. Mãos juntas na altura do peito, os dedos ocupados um com o outro. Ela não parece surpresa e não parece que mandaram ela ficar ali. Parece alguém que ouviu o próprio nome e se virou porque quis.

**Basicamente,** "Um morcego passa voando, a mulher do vizinho olha para cá" Buson, trad. Edward McFadden. Um olhar interrompe o jardim.

## Rosa, vermelho e azul-acinzentado

Depois entram as cores. Uma blusa rosa-claro com mangas sino amplas e esvoaçantes sobre uma gola alta escura. Uma bolsa tote de tecido azul-acinzentado no quadril, com acabamento escuro. E no arbusto à direita, cachos de flores vermelho-escuras, a única cor forte e saturada num quadro que, fora isso, é verde, marrom e preto.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/02-colours.webp" width="1200" height="1271" alt="Recorte com círculos nos lábios vermelhos e na flor vermelha mais próxima e uma caixa na bolsa azul-acinzentada" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O vermelho dos lábios dela volta na flor mais próxima, e a bolsa fria é o único azul do quadro.</figcaption></figure>

O vermelho é o truque. Os lábios dela têm o mesmo vermelho profundo das flores, e o cacho de flores mais próximo fica logo à direita das mãos dela, mais ou menos na mesma altura. Então o seu olho pula da boca dela para a flor e de volta, e a foto ganha uma segunda linha de movimento que atravessa o quadro. Medindo com o PIL, a flor mais próxima tem média de cerca de 104, 20, 15 em vermelho, verde e azul, quase vermelho puro com muito pouco do resto. A blusa ao sol tem média de cerca de 219, 170, 126, quente e clara. A bolsa é a única coisa fria, e é ela que impede todo esse calor de virar uma sopa laranja só.

**Basicamente,** Três cores carregam o quadro. O vermelho nos lábios dela e o vermelho no arbusto são uma ideia contada duas vezes.

## Um quadro dentro do quadro

Olhe para as bordas antes de olhar para ela de novo. O topo da foto é um teto escuro de folhas. O lado esquerdo é uma cerca-viva iluminada pelo sol, o lado direito é o arbusto de flores na sombra, e o caminho se afasta atrás dela entre os dois. O jardim constrói um segundo quadro dentro do quadro de verdade, uma janela escura com ela parada na parte iluminada.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/03-frame.webp" width="1400" height="1050" alt="Quadro completo com uma grade de terços, o rosto dela circulado perto do cruzamento superior esquerdo e as flores vermelhas circuladas à direita" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O rosto dela fica perto do cruzamento superior esquerdo dos terços, e as flores vermelhas pesam no lado direito.</figcaption></figure>

O rosto dela cai perto do cruzamento superior esquerdo da grade de terços, um pouco mais baixo e um pouco mais à esquerda. O grupo mais denso de flores vermelhas fica bem no cruzamento inferior direito. Isso é uma diagonal, do rosto dela até as flores, e o olho a percorre de novo e de novo. Funciona porque as duas coisas são diferentes em natureza. Ela é grande e clara, as flores são pequenas e vermelho-escuras, e as duas pesam mais ou menos o mesmo.

O quadro é 4:3, o formato nativo de um sensor Micro Four Thirds, e não foi cortado. O arquivo tem 4608 por 3456 pixels, que são os 16 megapixels completos desta câmera. Então o enquadramento foi decidido no visor, não depois numa tela.

**Basicamente,** Um sensor 4:3 dá uma borda. As folhas desenham outra, e a segunda moldura importa mais que a primeira.

## Sol baixo vindo da esquerda

A luz vem da esquerda e vem baixa. Você a vê na cerca-viva na borda esquerda, onde as folhas pequenas brilham num verde-amarelado, na bochecha mais próxima dela e na frente da blusa, e nas mãos dela. A bochecha mais distante, o lado do pescoço e o cabelo atrás da orelha caem na sombra. As sombras sob as folhas têm bordas duras. Isso é sol direto, não nuvem e não sombra aberta.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/04-light.webp" width="1200" height="1080" alt="Metade esquerda do quadro com uma seta para o sol baixo vindo da esquerda e um círculo no lado sombreado do rosto dela" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O sol entra pela esquerda, baixo e quente, e o lado mais distante do rosto dela fica na sombra.</figcaption></figure>

O relógio da câmera diz 17:26, fim de tarde. A cor concorda. A pele na bochecha iluminada dela mede cerca de 137, 71, 32 em vermelho, verde e azul, uma tonalidade quente forte. Parte disso é o sol baixo, que atravessa mais ar e perde azul no caminho. Parte é uma escolha, porque o arquivo diz balanço de branco personalizado, então alguém disse à câmera o que deveria ser neutro, e o calor que ficou no arquivo é o calor que essa pessoa queria.

Luz baixa e dura num rosto é arriscada. Pode criar olhos semicerrados e linhas duras. Aqui funciona porque a cabeça dela está virada para a luz, então o sol cai na frente do rosto e a sombra só pega o lado mais distante. Isso dá forma ao rosto sem cortá-lo ao meio.

**Basicamente,** Sol baixo é duro e quente ao mesmo tempo. Uma bochecha brilha, a outra guarda um pouco de sombra, e o rosto ganha sua forma.

## O que o arquivo diz

Esta foto vem com os dados originais da câmera, então você não precisa adivinhar o básico. A câmera é uma Olympus OM-D E-M5 Mark II, um corpo Micro Four Thirds com fator de corte de 2. Modo de exposição manual. Obturador 1/3200 s no obturador mecânico. ISO 100. Estabilização de imagem ligada, em S-IS Auto. Foco manual. Modo de imagem Natural, sem filtro artístico, balanço de branco personalizado, medição ESP. Data 21 de agosto de 2025, 17:26:35 no relógio da câmera. Não há dados de GPS, então o arquivo não diz nada sobre onde fica este jardim, e este ensaio também não diz.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/05-detail.webp" width="414" height="379" alt="Recorte em nível de pixel dos olhos, da franja e do sorriso dela" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>Em tamanho real, os dentes e as bordas dos lábios são o detalhe mais nítido, e os olhos ficam um pouco mais suaves sob a franja.</figcaption></figure>

A 100 por cento dá para ver onde o foco caiu. As bordas dos dentes e dos lábios são as bordas mais duras do rosto. Os olhos estão perto, mas um pouco mais suaves, em parte porque a franja os sombreia. Numa lente tão rápida quanto esta, a diferença entre os olhos e a boca é de poucos centímetros, e com foco manual isso é questão da mão no anel. É perto o bastante para que ninguém olhando a foto inteira perceba.

ISO 100 não é o ISO base desta câmera. A base é 200, e 100 é uma configuração Low estendida. As avaliações deste corpo observam que ele tem mais chance de estourar detalhe nas altas luzes, e isso custa cerca de um terço de ponto de margem na parte clara. Aqui esse custo é pequeno, porque muito pouco do quadro é claro. Só cerca de 0,07 por cento dos pixels tocam 254 em qualquer canal.

**Basicamente,** 1/3200 s captura uma virada que ninguém consegue segurar. O obturador para a luz mais rápido do que precisa para parar ela.

## A lente sem nome

Os campos da lente no arquivo estão vazios. Distância focal 0 mm, abertura 0. Isso acontece quando a lente não tem contatos eletrônicos e não consegue dizer nada à câmera. Então era uma lente manual, e o arquivo sozinho não pode dizer qual.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/06-blur.webp" width="1200" height="945" alt="Recorte do fundo atrás da cabeça dela com a abertura clara e suave emoldurada e um tronco desfocado circulado" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>A abertura no fim do caminho derrete num brilho suave e o tronco atrás dela já não tem casca.</figcaption></figure>

Mas há boas evidências para uma resposta provável. Um [post anterior neste site](https://emin.de/posts/kuala-lumpur-photography-day-trip-with-omd-em5ii-and-voigtlaender-25mm-f0-95-and) mostra exatamente este corpo de câmera combinado com uma Voigtländer Nokton 25mm f/0.95, uma lente totalmente manual, sem contatos. Depois, a própria foto. O foco manual está marcado no arquivo, como tem de ser com essa lente. O fundo derrete de um jeito que só uma abertura muito grande dá a essa distância. A abertura clara no fim do caminho é um brilho suave, sem bordas, o tronco atrás dela perdeu a textura da casca, e as folhas lá em cima são formas suaves. E a exposição, 1/3200 s em ISO 100 num sol baixo de fim de tarde com a maior parte do quadro na sombra, só faz sentido se muita luz estava passando pela lente.

Então a leitura provável é a Nokton 25mm em f/0.95 ou perto disso. É provável, não certo. Uma lente manual diferente numa abertura muito grande deixaria os mesmos campos vazios. O que a evidência descarta é um zoom de kit pequeno em f/5.6, porque esse teria gravado seus dados no arquivo e nunca teria desfocado o caminho assim.

**Basicamente,** Campos de lente vazios também são evidência. Sem contatos, sem dados, e um desfoque que só uma lente muito rápida faz.

## Uma fatia de foco com quarenta centímetros de profundidade

No Micro Four Thirds, 25 mm enquadra como 50 mm no full frame, porque o sensor tem metade da largura. A profundidade de campo funciona do mesmo jeito. Multiplique o número f pelo fator de corte e f/0.95 nesta câmera desenha profundidade como cerca de f/1.9 numa câmera full frame com uma lente de 50 mm. Isso ainda é muito raso, o tipo de visual pelo qual as pessoas compram lentes caras.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/07-depth.webp" width="1400" height="1050" alt="Quadro completo com uma caixa ao redor dela como a zona nítida e setas para o fundo suave" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>Ela está dentro de uma zona nítida fina, e o tronco alguns metros atrás dela já está suave.</figcaption></figure>

A que distância estava a câmera? Ela preenche cerca de dois terços da altura do quadro, do topo da cabeça até o meio da coxa, o que dá mais ou menos um metro de corpo. Uma lente de 25 mm neste sensor vê cerca de 1,5 m de altura a 3 m de distância, então a câmera estava a uns 3 m. A essa distância e em f/0.95, a zona nítida tem cerca de 40 cm de profundidade, o suficiente para o rosto dela, as mãos e a bolsa, e não muito mais.

Agora o lado a lado. Em f/2.8 a zona nítida cresce para cerca de 1,25 m. As flores vermelhas ficariam nítidas e a abertura no fim do caminho começaria a mostrar formas. Em f/8 ela cresce para vários metros. O tronco recuperaria sua casca, cada folha da copa ficaria nítida, e o jardim falaria tão alto quanto ela. Você também precisaria diminuir o obturador em cerca de seis stops para manter a mesma exposição, para algo em torno de 1/50 s, o que ainda serve para uma pessoa parada. A foto estaria correta e muito mais cheia. A abertura grande é o que faz disto um retrato dela, e não uma foto de um jardim com uma pessoa dentro.

**Basicamente,** Em f/0.95 a cerca de 3 m, uns 40 cm ficam nítidos. Em f/8 seriam metros, e o jardim falaria por cima dela.

## Por que o obturador estava tão rápido

1/3200 s é muito mais rápido do que qualquer movimento aqui precisa. Um rosto sorrindo e duas mãos ficam congelados em 1/250 s. Então o obturador não foi escolhido para parar movimento. Foi escolhido para parar luz.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/08-hands.webp" width="461" height="449" alt="Recorte em nível de pixel das mãos entrelaçadas dela com bordas limpas nos dedos" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>Nenhum borrão nos dedos em tamanho cheio, porque 1/3200 s congela muito mais do que uma mão consegue se mexer.</figcaption></figure>

Com uma lente toda aberta em f/0.95 ao sol, entra muita luz. A abertura está fixada pelo visual que você quer, o ISO já está no mínimo, então o obturador é o único controle que sobra, e ele tem que ir muito rápido. f/0.95 a 1/3200 s deixa entrar mais ou menos a mesma luz que f/2.8 a 1/400 s, ou f/8 a 1/50 s. Mesma exposição, três fotos muito diferentes. Este corpo tem velocidade mecânica máxima de 1/8000 s, então havia espaço de sobra. Num dia mais claro ou de frente para o sol, o limite chega rápido, e é aí que as pessoas colocam um filtro de densidade neutra numa lente como esta.

O estabilizador estava ligado, e a 1/3200 s ele não faz nada que você consiga ver. Faria diferença a 1/15 s em ambiente interno. Com uma lente manual, ele também precisa que a distância focal seja informada no menu, porque a lente não consegue informá-la.

**Basicamente,** Aberta no sol, o obturador faz a frenagem. f/0.95 a 1/3200 s deixa entrar o que f/2.8 a 1/400 s deixaria.

## Deixando as sombras irem

Esta é uma foto escura, e é escura de propósito. O brilho mediano do quadro inteiro é cerca de 23 numa escala de 0 a 255. Cerca de 45 por cento dos pixels estão abaixo de 20 e cerca de 21 por cento abaixo de 10. O canto inferior direito, fundo no arbusto de flores, tem média de cerca de 13. Isso é uma fotografia low key, a maior parte em sombra, com algumas coisas na luz.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/09-shadows.webp" width="1200" height="900" alt="Canto inferior direito, sombra profunda com flores vermelhas acima da caixa, rotulado com seu brilho médio" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O arbusto sombreado tem média de cerca de 13 de 255, perto do preto, e as flores vermelhas acima dele brilham por causa disso.</figcaption></figure>

A exposição foi ajustada à mão, e foi ajustada para ela. A bochecha iluminada dela tem média de cerca de 86, a blusa ao sol cerca de 179. Se a câmera tivesse sido autorizada a clarear o quadro até a média parecer normal, a blusa dela teria estourado e as sombras teriam virado um cinza sujo. Em vez disso, as sombras foram deixadas ir. Elas perdem detalhe, e em troca as partes claras brilham e as flores vermelhas saltam.

Isto é digital, não filme. Não há grão, só um ruído fino na sombra mais profunda, e a cor vem do modo de imagem Natural, que mantém contraste e saturação moderados. Filme suavizaria a blusa clara com mais delicadeza. Um arquivo digital em ISO 100 segura as sombras melhor do que você vê aqui, mas alguém escolheu mantê-las escuras.

**Basicamente,** "escondido entre as folhas do meloeiro encontre um travesseiro" Buson, trad. Edward McFadden. As folhas abrigam o rosto.

## Um pássaro que olha para trás

O título vem de Gana. Sankofa é uma palavra akan, e o símbolo dela é um pássaro com os pés apontando para frente e a cabeça virada toda para trás. O provérbio por trás dele, Se wo were fi na wosankofa a yenkyi, é traduzido numa página de objeto do Smithsonian com as palavras deste título. O pássaro segue andando e ainda assim olha para trás. Essa é exatamente a forma desta foto.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/10-turn.webp" width="1400" height="1050" alt="Quadro completo com uma seta para onde o corpo dela vai e outra para onde o olhar dela volta" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O corpo segue pelo caminho e o olhar volta, como o pássaro Sankofa.</figcaption></figure>

Os pintores conheciam essa pose muito antes das câmeras. Hishikawa Moronobu, um artista japonês dos anos 1600, pintou Beauty Looking Back, uma mulher de quimono se virando. Por volta de 1948 ela virou desenho de selo postal. O apelo é o mesmo que trabalha aqui. Uma pessoa pega entre ir e ficar está mais viva do que uma pessoa parada.

E de Gana de novo, um fotógrafo. James Barnor abriu seu Ever Young Studio em Accra em 1953 e depois fotografou moda com modelos negras contra cenários de Londres, muitas vezes para as capas da Drum. Sobre retocar rostos nos seus anos de estúdio, ele disse: "Long before Photoshop existed you would use a pencil." Os retratos dele fazem o que este quadro faz. Deixam uma pessoa olhar direto de volta para a câmera, com as próprias roupas, no meio do próprio dia.

**Basicamente,** Se wo were fi na wosankofa a yenkyi. O pássaro Akan caminha para frente com a cabeça virada para trás, igualzinho a ela.

## O único erro

Olhe ao lado da cabeça dela. Bem à direita do cabelo, no fim do caminho, há um vão claro e suave por onde a luz passa. É a maior área brilhante no enquadramento, e ela encosta no cabelo dela.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/11-mistake.webp" width="1200" height="844" alt="Recorte da cabeça dela com a abertura brilhante ao lado do cabelo destacada em vermelho" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O brilho ao lado do cabelo tem média de cerca de 151, quase o dobro do brilho do rosto.</figcaption></figure>

Medida, essa mancha tem uma média de cerca de 151 de brilho. O rosto dela tem média de cerca de 86. O olho sempre vai primeiro para a coisa mais brilhante, então por um instante ele passa direto pelo rosto até o brilho vazio ao lado, e depois precisa voltar. Em um enquadramento tão escuro, essa atração é forte.

A correção é fácil. Meio passo para a direita move a câmera, e como o vão está bem atrás dela e ela está perto, a abertura se afasta da cabeça dela e folhas escuras preenchem o espaço ao lado do cabelo. Ou baixe um pouco a câmera para que o tronco escuro fique atrás dela. De qualquer forma, o rosto dela volta a ser a coisa mais brilhante perto do centro do enquadramento, que é onde deveria estar.

**Basicamente,** Uma fresta clara ao lado de um rosto custa mais que qualquer upgrade de lente. Aqui o brilho é quase duas vezes mais claro que a pele dela.

## Tente isto

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/12-try.webp" width="1400" height="1050" alt="Enquadramento completo com os olhos circulados como ponto de foco" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>Ajuste o foco nos olhos antes do giro, depois espere por ele.</figcaption></figure>

Pegue qualquer lente que tiver na abertura máxima, saia na última hora de sol e encontre um caminho com folhas escuras dos dois lados. Peça a um amigo para se afastar de você andando por ele, foque onde a cabeça dele vai estar e chame o nome dele. Fotografe no momento em que ele se virar, com o sol vindo do lado para o qual ele se vira. Depois confira o fundo ao lado da cabeça dele e, se estiver mais claro do que o rosto, dê um passo para o lado e faça de novo.

**Basicamente,** "quem não sabe pode saber aprendendo." Provérbio Akan, trad. Kwesi Yankah. Chame um nome e aprenda com a virada.

## Voltar para buscar

No começo, a foto é um sorriso num caminho de jardim. Depois de um tempo, ela se torna uma pequena história sobre direção. Ela vai para um lado e olha para o outro, a luz vem de um lado e a escuridão espera do outro, e o vermelho nos lábios dela é respondido por uma flor vermelha pela qual ela está prestes a passar.

<figure><img src="/photos/notes/photo-garden-path-portrait-look-back-golden-light/13-close.webp" width="1400" height="1050" alt="A foto completa novamente, a mulher olhando para trás no caminho sombreado do jardim" loading="lazy" decoding="async" /><figcaption>O mesmo enquadramento de novo, lido como um giro de cabeça.</figcaption></figure>

A câmera viu 1/3200 de segundo disso. Uma lente muito rápida manteve 40 cm do mundo nítidos e deixou o resto suave. O provérbio diz que não é tabu voltar para buscar o que você esqueceu. Esta foto é a cara desse retorno quando ele é rápido, quente, e dura apenas um giro de cabeça.

**Basicamente,** "A neve está derretendo e a aldeia está inundada de crianças." Issa, trad. Robert Hass. A paisagem parada se torna humana.

## Fontes

- [Sankofa, Wikipedia](https://en.wikipedia.org/wiki/Sankofa) The Akan proverb Se wo were fi na wosankofa a yenkyi, and the bird with its head turned backwards while its feet face forward.
- [Sankofa II, James Phillips, Smithsonian NMAAHC](https://nmaahc.si.edu/object/nmaahc_2014.321) Source of the English wording in the title, it is not taboo to go back and fetch what you forgot.
- [Kuala Lumpur Photography Day-Trip with OMD-EM5II and Voigtländer 25mm F0.95, emin.de](https://emin.de/posts/kuala-lumpur-photography-day-trip-with-omd-em5ii-and-voigtlaender-25mm-f0-95-and) Earlier post showing this camera body paired with the Voigtländer Nokton 25mm f/0.95.
- [Olympus OM-D E-M5 Mark II review, Amateur Photographer](https://amateurphotographer.com/review/olympus-om-d-e-m5-mark-ii-review) Standard ISO 200 to 25600, extended ISO 100 more likely to clip highlights, 1/8000 s top mechanical shutter.
- [Olympus OM-D E-M5 Mark II review, Neocamera](https://neocamera.com/camera/olympus/em5markii/review) Low ISO 100 expanded sensitivity, mechanical shutter up to 1/8000 s.
- [Hishikawa Moronobu, Wikipedia](https://en.wikipedia.org/wiki/Hishikawa_Moronobu) Beauty looking back, a woman in a kimono turning around, later a postage stamp design.
- [James Barnor, Wikipedia](https://en.wikipedia.org/wiki/James_Barnor) Ghanaian photographer, Ever Young Studio, retouching with a pencil, colour processing in Ghana.
- [Bokeh, Wikipedia](https://en.wikipedia.org/wiki/Bokeh) The quality of out-of-focus blur, made with a wide aperture.
- [A Selection of Haiku by Buson, Cerise Press](https://www.cerisepress.com/01/03/a-selection-of-haiku-by-buson/view-all) Translated by Edward McFadden. Bat and neighbour poem, and melon patch poem. Line breaks flattened.
- [Selected Haiku by Issa, Poetry Foundation](https://www.poetryfoundation.org/poems/50983/selected-haiku-by-issa) Versions by Robert Hass, The Essential Haiku, Ecco Press, 1994. Melting snow poem. Line breaks flattened.
- [Seeking Knowledge, Ashesi University](https://ashesi.edu.gh/proverbs/february-2025-seeking-knowledge-through-learning/) Akan proverb Nea Onnim No Sua A, Ohu. English rendering by Professor Kwesi Yankah, February 2025.
